O curso Gênero Textual em Foco - Artigo de Opinião veio de encontro com as nossas necessidades de entendermos realmente como produzir, construir um artigo.
Aprendemos a identificar a questão polêmica, vozes presentes no texto, os modalizadores, estratégias argumentativas e os demais elementos que constituem o artigo.
Muitas de nossas dúvidas foram esclarecidas durante o curso e através das atividades proporcionadas, as trocas de experiência entre os colegas, as tarefas realizadas em grupos que não deixam de ser um momento de estudo, enfim, ampliamos nosso conhecimento e consequentemente, dessa forma possamos inovar nossa prática na sala de aula e assim contribuirmos com o aprendizado de nossos alunos.
Não podemos deixar de ressaltar que o curso foi muito bem ministrado pelas competentes ATPs. Tamar e Virgínia (nossas meninas), que conseguiram transmitir de uma forma clara e objetiva o Gênero-estudado.
Vocês são dez!!!!! Beijos
Professoras participantes: Dirce Lansoni Shimazu Geisa Kelen Molina Rosani Cristina Diniz Belati
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Páragrafo argumentativo produzido a partir da questão polêmica: A política de cotas é uma boa resposta as desigualdades sociais relacionadas as minorias étinicas?
Atualmente se fala muito em “cotas” para negros como se esse sistema fosse resolver os problemas dos mesmos (D). Essa política de cotas utilizada pelas universidades fere a Constituição Federal, uma vez que não assegura o direito de igualdade perante a lei(J). Deve-se criar projetos que invista na educação de base, essa seria a melhor forma de acabar com a deficiência do ensino brasileiro, tendo em vista que o sistema de “cotas” pode se tornar mais uma forma de descriminação contra os afros-descendentes(que poderão ser taxados de incapazes para o ingresso no ensino superior),além disso contribui com a desigualdade social (C).
Artigo de opinião contestando o artigo "O que é essencial para todos?" Gustavo Barreto
O Vale-Cultura favorece a população?
Em artigo recente publicado no site Fazendo Média, o produtor cultural Gustavo Barreto defende o Vale-Cultura, segundo ele esse benefício será um passo importante para inserção de milhões de brasileiros no universo privilegiado da cultura local, regional e nacional.
Entretanto, o Vale-Cultura deve frustrar as expectativas traçadas pelo governo, uma vez que as empresas não serão obrigadas a aderir à lei, o que não torna atraente este projeto, pois se aprovado os funcionários não terão forças para exigir o direito.
De acordo com o Ministério Público, apenas 13% da população brasileira têm acesso à manifestações culturais. O governo espera melhorar este índice com o Vale- Cultura, e esse benefício será voltado para trabalhadores com rendimento mensal de até 5 salários mínimos. Por meio de um cartão magnético similar ao Vale-Refeição , as empresas poderão destinar ao funcionário o valor de R$50 reais mensais para comprar ingressos de cinema, teatro, shows, além de livros, CDs e DVDs.
O projeto se torna inviável, não conseguirá atingir a classe de baixa renda, pois o benefício de 50 reais é um valor irrisório, e não dá para suprir as necessidades do cidadão em estar em contato com as diferentes manifestações culturais, sendo que o mesmo pretende incentivar a população a adquirir mais conhecimento através da cultura.
Portanto, para mudar esse quadro é necessário articular soluções que sejam práticas e direcionadas no combate à má qualidade do ensino, e assim favorecer à cultura.
E um bom começo, para o enfrentamento do problema é a expansão do número de bibliotecas públicas, e mais implantação de Salas de Leituras nas escolas públicas e também um comprometimento ainda maior com Salas de Leituras já implantadas, através de investimentos em acervo de diferentes gêneros que atraia toda comunidade.
Dirce, Geisa e Rosani
terça-feira, 29 de novembro de 2011
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
AVALIAÇÃO DO CURSO
O curso Artigo de Opinião ministrado pelas PCOPs Tamar e Virginia está sendo ótimo.Os dois primeiros encontros foram maravilhosos, pois muitas dúvidas foram esclarecidas.
Atualmente nós professoras estamos atuando na Sala de Leitura e realizamos atividades de roda de leitura de jornais.
Esse curso veio de encontro com as nossas necessidades, inovando, aprimorando nossa prática de ensino-aprendizagem de uma forma que os alunos aprendam as características do gênero.
No último encontro realizamos uma atividade dinâmica, produtiva que serve de apoio para trabalhar com nossos alunos.
Esperamos que os próximos encontros também sejam produtivos.
Parabéns meninas!!!
Texto: Corrupção cultural ou organizada?
Renato Janine Ribeiro
Precisamos evitar para que a necessária indignação com as microcorrupções “culturais” nos leva a ignorar a grande corrupção.
Ficamos muito atentos, nos últimos anos, tipo de corrupção que é muito freqüente em nossa sociedade o pequeno ato, que muitos praticam, de pedir um favor, corromper um guarda ou, mesmo, violar a lei e o bem comum para obter uma vantagem pessoal. Foi e é importante prestar atenção a essa responsabilidade que temos, quase todos, pela corrupção política – por sinal, praticada por gente eleita por nós.
Esclareço que, por corrupção, não entendo sua definição legal, mais ética. Corrupção é o que existe de mais antirrepublicano, isto é, mais contrário ao bem comum e à coisa pública. Por isso, pertence à mesma família que é trafegar pelo acostamento, furar fila, passar na frente dos outros. Às vezes é proibida por lei, outras, não.
Mas, aqui, o que conta é seu lado ético, não legal. Deputados brasileiros e britânicos fizeram despesas legais, mas não éticas. É desse universo que trato. O problema é que a corrupção “cultural”, pequena, disseminada – que mencionei acima – não é a única que existe. Aliás, sua existência nos poderes públicos tem sido devassada por inúmeras iniciativas da sociedade, do Ministério Público, da controladoria Geral da União (órgão Executivo) e do Tribunal de Contas da União (que serve ao Legislativo).
Chamei-a de “corrupção cultural”, pois expressa uma cultura forte em nosso país, que é a busca do privilégio pessoal somada a uma relação com o outro permeado pelo favor. É, sim, antirrepublicana. Dissolve ou impede a criação de laços importantes. Mas não faz sistema, não faz estrutura.
Porque há outra corrupção que essa, sim, organiza-se sob a forma de complô para pilhar os cofres públicos – e mal deixa rastros. A corrupção “cultural” é visível para qualquer um. Suas pegadas são evidentes. Bastou colocar as contas do governo na internet para saltarem aos olhos vários gastos indevidos, os quais a mídia apontou o passado.
Mas nem a tapioca de R$ 8 de um ministro nem o apartamento de um reitor – gastos não republicanos – montam complô. Não fazem parte de um sistema que vise a desviar vultosas somas dos cofres públicos. Quem devia essas grandes somas dos cofres públicos. Quem devia essas grandes somas não aparece, a não ser depois de investigações demoradas, que requerem talentos bem aprimorados – da polícia, de auditores de crimes financeiros ou mesmo de jornalistas especialistas muito especializados.
O problema é que, ao darmos tanta atenção ao que é fácil de enxergar (a corrupção “cultural”), acabamos esquecendo a enorme dimensão da corrupção estrutural, estruturada ou, como eu chamaria organizada.
Ora, podemos ter certeza de uma coisa: um grande corrupto não usa cartão corporativo nem gasta dinheiro da Câmara com faxineira. Para que vai se expor com migalhas? Ele ataca somas enormes. E só pode ser pego com dificuldade.
Se lembrarmos que Al Capone acabou na cadeia por ter fraudado o imposto de renda, crime bem menor do que as chacinas que promoveu, é de imaginar que o megacorrupto tome cuidado com suas contas, com os detalhes que possa levá-lo a cadeia – e trate de esconder bem os caminhos que leva a seus negócios.
Penso que devemos combater os dois tipos de corrupção, a corrupção enquanto cultura nos desmoraliza como povo. Ela nos torna “blasé”. Faz nos perder o empenho em cultivar valores éticos. Porque a república é o regime por excelência da ética na política: aquele que educa as pessoas para que prefira o bem geral a vantagem individual. Daí a importância dos exemplos, altamente pedagógicos.
Valorizar o laço social exige o fim da corrupção cultural, e isso só se consegue pela educação. Temos de fazer que as novas gerações sintam pela corrupção a mesma ojeriza que uma formação ética nos faz sentir pelo crime em geral.
Mas falar só na corrupção cultural acaba nos indignando com o pequeno criminoso e poupando o macrocorrupto. Mesmo uma sociedade como a norte- americana, em que corromper o fiscal da prefeitura é bem mais raro, teve a pouco um governo cujo vice-presidente favoreceu, antiéticamente, uma empresa de suas relações na ocupação do Iraque.
A corrupção secreta e organizada não é privilégio de país pobre, “atrasado”. Porém, se pensarmos que corrupção mata – porque desvia dinheiro de hospitais, de escolas, da segurança -, então a mais homicida é a corrupção estruturada. Precisamos evitar que a necessária indignação com as microcorrupções “culturais” nos leve a ignorar a grande corrupção. É mais difícil de descobrir. Mas é ela que mata mais gente.
Folha de S. Paulo, 28/06/2009.
Renato Janine Ribeiro, 59, é professor titular de
Ética e filosofia política do Departamento de Filosofia
da USP. É autor, entre outras obras, de República
(Publifolha, Coleção Folha Explica)
COMENTÁRIO CRÍTICO SOBRE O DEBATE (05/11/2011)
O tema debatido foi “A prova do ENEM deve ser anulada?”
A turma foi dividida em três equipes: jurados, defesa e acusação. Bom, no inicio foi difícil para elaborar a defesa, pois a maioria era contra a anulação das provas. Mas bastou um argumento para o debate começar.
A professora Célia marcava um minuto no relógio para cada equipe. Foi muito interessante o debate, pois os argumentos foram sendo formados a partir dos contra-argumentos da outra equipe o que tornou competitivo e todos queriam dar suas opiniões, e automaticamente assumiram seu papel de acusação ou defesa. O mais legal é que realmente encontramos argumentos fortes que nos convenceram de que estávamos certos. Teve momento em que fugimos do assunto, afinal um assunto leva a outro, mas com a ajuda de uma das colegas voltamos ao foco.
O objetivo foi alcançado, pois essa atividade fez com que todos elaborassem mesmo que só mentalmente um argumento e se posicionassem contra ou a favor.
As duas equipes tiveram argumentos fortes como: “ Não deve anular a prova do Enem porque é uma prova de âmbito nacional e de suma importância para os alunos de escolas públicas, no qual asseguram uma vaga em alguma faculdade tanto pública, federal ou privada. E que somente as questões vazadas deveriam ser anuladas.”
“A prova do ENEM vem causando transtornos na vida dos estudantes, pois não é a primeira vez e provavelmente não será a ultima, portanto, deve ser anulada porque está mais que provado que não tem uma equipe competente para elaborar e aplicar as provas, pois a corrupção prevalece”. Quem garante que foram somente essas questões, e neste estado que isso aconteceu? Os alunos que se dedicaram estudando para essa prova serão prejudicados e muito, se esta prova vazou para outros estados.
Essa atividade é muito legal para desenvolver na sala de aula com os alunos, pois eles tem dificuldade para elaborarem seus argumentos e o debate pode facilitar a interação com o tema. É uma atividade divertida, bem atrativa em que todos podem dar suas opiniões, argumentando de forma espontânea e criativa.
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